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Artigo de

Lucas Cardoso Teixeira

Escreva para mim: veredadosjustos@gmail.com

 
 

"Minha saída se deu depois de um ano e meio de pesquisas"

 

"Recentemente me dissociei da organização. No momento não pretendo entrar em todos os detalhes sobre minha história na organização. Pode ser que o faça no futuro.

Minha saída se deu depois de um ano e meio de pesquisas. Mas resolvi enviar primeiro uma carta à betel pra não dizerem que não dei nenhuma oportunidade de se defenderem. Seguem três cartas:

A primeira contém questões bíblicas que levantei e pedi uma resposta.

A segunda é a resposta de betel que prefiro que julguem pelos próprios méritos (ou deméritos) de seu conteúdo.

A terceira foi uma espécie de réplica e inclui minha dissociação.

Muito obrigado, independente de postarem ou não essas cartas no site.

                                 Lucas Cardoso Teixeira

P.S. Minha esposa saiu comigo."

 

 

CARTA 1

 

Lucas Cardoso Teixeira

Campo Grande MS

 

Campo Grande, 30 de junho de 2009

À Associação Cristã das Testemunhas de Jeová:

 

Ref.: Questões Bíblicas

 

Prezados irmãos:

 

Estou servindo como ancião na congregação Novo Horizonte. Fui pra lá por sugestão do viajante para ajudar, já que sou da congregação Cophasul. Nasci num lar de testemunhas de Jeová e estou atualmente com 21 anos de batismo. Cursei a 14º turma da ETM em 1997.

Venho por meio desta expor aos irmãos duas questões extraídas da leitura bíblica que faço com minha esposa e que tanto me chamaram a atenção como trouxeram uma certa preocupação. Refiz a leitura várias vezes juntamente com o auxílio das publicações. (Atos 17:11) 

*** w89 15/1 p. 6 Aceita novas idéias? ***

Faremos bem em imitar os bereanos que ‘examinavam cuidadosamente as Escrituras, diariamente, quanto a se as coisas [ensinadas por Paulo] eram assim’. (Atos 17:11) A palavra grega traduzida aqui por ‘examinar’ significa “fazer uma cuidadosa e meticulosa pesquisa, como em processos legais”. (Word Pictures in the New Testament [Quadros Verbais no Novo Testamento], de A. T. Robertson)  Em vez de cegamente aceitar toda nova idéia que surge, devemos fazer pesquisa cuidadosa e meticulosa, como faria um juiz num processo judicial.

O comentário abaixo é sobre a Igreja Católica, mas estabelece um princípio:

*** g84 22/12 p. 28 De Nossos Leitores ***

Certamente não estamos tentando fazer críticas baixas ao papa ou à Igreja Católica, nem estamos criticando os católicos. A Igreja Católica ocupa posição muitíssimo significativa no mundo, e afirma ser o caminho da salvação para centenas de milhões de pessoas. Qualquer organização que assuma tal posição deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada. Todos que criticam têm a obrigação de ser verdadeiros na apresentação dos fatos, e justos e objetivos na avaliação dos mesmos. Em ambos os sentidos, tentamos viver de acordo com tal obrigação. — RED.

O que considero nesta carta é uma avaliação dos fatos feita de modo justo e objetivo.

Espero poder contar com o devido interesse dos irmãos em esclarecer satisfatoriamente à base da Bíblia tais considerações, levando em conta a importância que se confere a assuntos que tem a ver com a fé no uso que Jeová vem fazendo da Organização. (1Tessalonicenses 5:21):

 

A) JUDAS ISCARIOTES E A REFEIÇÃO NOTURNA DO SENHOR

 

Mateus 26:20-30

20 Tendo chegado a noitinha, ele estava recostado à mesa com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, ele disse: “Deveras, eu vos digo: Um de vós me trairá.” 22 Ficando muito contristados com isso, principiaram cada um a dizer-lhe: “Não sou por acaso eu, Senhor?” 23 Em resposta, ele disse: “O que mete comigo a mão no prato fundo é o que me há de trair. 24 Deveras, o Filho do homem vai embora, assim como está escrito a respeito dele, mas ai do homem por quem o Filho do homem está sendo traído! Teria sido melhor para ele, se esse homem não tivesse nascido.” 25 Como resposta, Judas, que estava prestes a traí-lo, disse: “Não sou por acaso eu, Rabi?” Ele lhe disse: “Tu mesmo [o] disseste.”

26 Ao continuarem a comer, Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: “Tomai, comei. Isto significa meu corpo.” 27 Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: “Bebei dele, todos vós; 28 pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. 29 Eu vos digo, porém: Doravante, de modo algum beberei deste produto da videira, até o dia em que o beberei novo, convosco, no reino de meu Pai.” 30 Por fim, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.

Nesta passagem nada se diz sobre Judas ter saído. O v.21 cita que todos estavam participando da Páscoa. O v.26 diz “ao continuarem a comer....” indicando uma continuidade do precedente e nada se diz sobre Judas ter sido despedido.

 

Marcos 14:17-26

17 Depois de anoitecer, chegou ele com os doze. 18 E, enquanto se recostavam à mesa e comiam, Jesus disse: “Deveras, eu vos digo: Um de vós, que está comendo comigo, me trairá.” 19 Eles principiaram a ficar contristados e a dizer-lhe um por um: “Não sou por acaso eu?” 20 Ele lhes disse: “É um dos doze, aquele que mete comigo [a mão] no prato fundo comum. 21 É verdade, o Filho do homem vai embora, assim como está escrito a respeito dele, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem está sendo traído! Teria sido melhor para este homem, se não tivesse nascido.”

22 E, enquanto continuavam a comer, tomou um pão, proferiu uma bênção, partiu-o e o deu a eles, e disse: “Tomai-o, isto significa meu corpo.” 23 E, tomando um copo, rendeu graças e o deu a eles, e todos beberam dele. 24 E disse-lhes: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos. 25 Deveras, eu vos digo: De modo algum beberei mais do produto da videira, até o dia em que o beberei novo no reino de Deus.” 26 Finalmente, depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras.

Esta passagem é semelhante à de Mateus. Mais uma vez se nota que os doze participaram da Páscoa, mostrando que (v.18) “se recostavam à mesa e comiam”. O v.22 diz “E, enquanto continuavam a comer...”. Não há nenhuma menção nesses relatos que indique sequer que alguém tenha saído. Qualquer um poderia ter saído como também ninguém. O v.26 quando menciona que, “depois de cantarem louvores, saíram para o Monte das Oliveiras” é precedido do termo adverbial de tempo finalmente, indicando aí sim, neste caso, que se deu um salto para outro período da cena. Nesta ocasião Judas Iscariotes já havia saído, mas nada no contexto indica em que momento fez isso.

 

Lucas 22:14-23

14 Por fim, quando chegou a hora, recostou-se à mesa, e os apóstolos com ele. 15 E ele lhes disse: “Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; 16 pois, eu vos digo: Não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.” 17 E, aceitando um copo, deu graças e disse: “Tomai isto e passai-o de um para outro entre vós; 18 pois, eu vos digo: Doravante não beberei mais do produto da videira até que chegue o reino de Deus.”

19 Tomou também um pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.” 20 Do mesmo modo também o copo, depois de terem [tomado] a refeição noturna, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.

21 “Mas, eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. 22 Porque o Filho do homem vai embora, segundo o que foi especificado; de qualquer modo, ai do homem por quem ele é traído!” 23 Principiaram assim a discutir entre si a questão de qual deles seria realmente aquele que estava prestes a fazer isso.

Esta passagem mostra a comemoração da Páscoa. (versículos. 14-18) Sem fazer nenhuma menção de que alguém tenha saído, os versículos. 19 e 20 passam a mostrar a Refeição Noturna do Senhor sendo instituída. Subsequentemente, o v. 21 apresenta o comentário de Jesus de que “... a mão do que me trai está comigo à mesa”.

Em que parte desse relato de Lucas se mostra que Judas saiu antes de se instituir a Refeição Noturna? Meus irmãos, em parte alguma do texto se alude a isso.

 

João 13:1-30

Ora, visto que ele sabia antes da festividade da páscoa que havia chegado a sua hora para se transferir deste mundo para o Pai, Jesus, tendo amado os seus próprios que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Assim, enquanto prosseguia a refeição noturna, tendo o Diabo já posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, 3 ele, sabendo que o Pai dera todas as coisas nas [suas] mãos, e que procedera de Deus e ia para Deus, 4 levantou-se da refeição noturna e pôs de lado a sua roupagem exterior. E, tomando uma toalha, cingiu-se. 5 Depois pôs água numa bacia e principiou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha de que estava cingido. 6 E, assim chegou a Simão Pedro. Este lhe disse: “Senhor, estás lavando os meus pés?” 7 Em resposta, Jesus disse-lhe: “O que estou fazendo, tu não entendes atualmente, mas entenderás depois destas coisas.” 8 Pedro disse-lhe: “Certamente nunca lavarás os meus pés.” Jesus respondeu-lhe: “A menos que eu te lave, não tens parte comigo.” 9 Simão Pedro disse-lhe: “Senhor, não só os meus pés, mas também as minhas mãos e a minha cabeça.” 10 Jesus disse-lhe: “Quem se banhou, não precisa lavar senão os seus pés, mas está inteiramente limpo. E vós estais limpos, mas não todos.” 11 Ele sabia, deveras, quem o traía. É por isso que disse: “Nem todos vós estais limpos.”

12 Tendo então lavado os pés deles e vestido a sua roupagem exterior, e tendo-se deitado novamente à mesa, disse-lhes: “Sabeis o que vos tenho feito? 13 Vós me chamais de ‘Instrutor’ e ‘Senhor’, e falais corretamente, pois eu o sou. 14 Portanto, se eu, embora Senhor e Instrutor, lavei os vossos pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. 15 Pois estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais. 16 Digo-vos em toda a verdade: O escravo não é maior do que o seu amo, nem é o enviado maior do que aquele que o enviou. 17 Se sabeis estas coisas, felizes sois se as fizerdes. 18 Não estou falando a respeito de todos vós; conheço os que tenho escolhido. Mas, é para que se cumpra a escritura: ‘Aquele que costumava alimentar-se do meu pão ergueu o seu calcanhar contra mim.’ 19 Deste momento em diante, digo-vos antes que ocorra, para que, quando ocorrer, acrediteis que sou eu. 20 Digo-vos em toda a verdade: Quem receber a qualquer que eu enviar, recebe [também] a mim. Por sua vez, quem me receber, recebe [também] aquele que me enviou.”

21 Depois de dizer estas coisas, Jesus ficou aflito em espírito, e deu testemunho e disse: “Digo-vos em toda a verdade: Um de vós me trairá.” 22 Os discípulos começaram a olhar uns para os outros, sem saber de qual deles dizia [isso]. 23 Recostava-se na frente do seio de Jesus um dos seus discípulos, e Jesus o amava. 24 Portanto, Simão Pedro acenou com a cabeça para este e disse-lhe: “Dize a respeito de quem ele está dizendo [isso].” 25 De modo que este último se encostou no peito de Jesus e lhe disse: “Senhor, quem é?” 26 Jesus respondeu-lhe, portanto: “É aquele a quem eu der o bocado que mergulho.” E assim, tendo mergulhado o bocado, tomou-o e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27 E após o bocado, Satanás entrou então neste último. Jesus, portanto, disse-lhe: “O que fazes, faze-o mais depressa.” 28 No entanto, nenhum dos que se recostavam à mesa sabia para que fim ele lhe disse isso. 29 Alguns, de fato, visto que Judas tinha a caixa de dinheiro, imaginavam que Jesus lhe dizia: “Compra as coisas que necessitamos para a festividade”, ou que desse algo aos pobres. 30 Portanto, depois de ter recebido o bocado, saiu imediatamente. E era noite.

Esse relato é o mais claro a respeito do assunto. Os versículos 2 e 4 mostram claramente que, o que estava em andamento era a Refeição Noturna do Senhor. Mostram que em algum momento no decorrer da Refeição Noturna Jesus se cingiu de uma toalha e passou a lavar os pés dos apóstolos. No transcorrer dessa lição de humildade ensinada por Jesus, os versículos. 10 e 11 mostram que Judas Iscariotes ainda estava presente. A sequência dos versículos. 12-20 mantém o relato a respeito do mesmo episódio. O v.21 não muda o rumo da história, mostra o desfecho dela. É finalmente neste trecho que Jesus despede Judas Iscariotes. (versículos.21-30)

 

Ao pesquisar o assunto no cd-rom em busca de algo que esclarecesse o texto, não encontrei nada que desse alguma explicação sobre esses versículos específicos. Pelo contrário, notem estes dois artigos como exemplo:

*** w92 1/3 p. 17 pars. 4-5 O dia a ser lembrado ***

4 Os apóstolos ainda precisam livrar-se de certo grau de ambicioso ciúme e de orgulho. Assim, Jesus cinge-se duma toalha e passa a lavar-lhes os pés. ...De início, Pedro não entende a questão e se recusa a deixar que Jesus lave seus pés. Uma vez corrigido, porém, ele pede que Jesus lave seu corpo inteiro. (João 13:1-10) Mas Pedro com certeza entendeu a lição. Anos depois, encontramo-lo aconselhando outros corretamente. (1 Pedro 3:8, 9; 5:5) Quão importante é que todos nós hoje trabalhemos humildemente como ‘escravos’ para Cristo! — Veja também Provérbios 22:4; Mateus 23:8-12.

5 Um dos 12 não se beneficia dos conselhos de Jesus. É Judas Iscariotes. Com a refeição Pascoal em andamento, Jesus fica aflito em espírito, identifica Judas como seu traidor e despede-o. ]

A idéia do artigo acima é que Jesus, em algum momento no decorrer da refeição Pascoal lavou os pés dos apóstolos, em seguida despediu Judas Iscariotes e então instituiu a Refeição Noturna. Mas notem o artigo abaixo:

*** w99 1/3 p. 30 O maior homem realiza uma tarefa humilde ***

Jesus “levantou-se da refeição noturna e pôs de lado a sua roupagem exterior”, escreve João. “Tomando uma toalha, cingiu-se. Depois pôs água numa bacia e principiou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha de que estava cingido.” — João 13:4, 5.

O primeiro artigo - bem como João 13:11,12 - mostra que Judas estava presente durante o gesto de Jesus lavar os pés dos apóstolos, mas diz  que o que estava em andamento era a Refeição Pascoal.

O segundo artigo – bem como João 13:4 - mostra que foi no transcorrer da Refeição noturna que Jesus se levantou e lavou os pés dos apóstolos.

Será que foi um erro do redator do primeiro artigo não ter percebido que de fato era a Refeição Noturna que estava em andamento?  Os artigos não são revisados?

No entanto, se Judas Iscariotes estava presente na Refeição Noturna do Senhor, certamente deve ter participado, visto que se Jesus o tivesse impedido, tal fato inevitavelmente não passaria despercebido. Nesse caso, como explicar estar ele entre os 144.000? Ou será que não é isto o que está envolvido? Ao me questionar sobre isso eis o que pesquisei:

*** w91 15/9 pp. 15-16 par. 5 “Ajuda-me onde necessito de fé!” ***

5 Em 33 EC, Jesus comemorou a Páscoa com seus discípulos pela última vez. Daí, depois de ter dispensado Judas Iscariotes, ele instituiu a Comemoração de Sua morte, dizendo: “Faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino. ...— Lucas 22:28-32.

O artigo acima conforme está esboçado dá a entender que Jesus, ao instituir a comemoração de sua morte, como mediador do Novo Pacto, usou as palavras que se referem ao Pacto para um Reino, como se fossem o mesmo evento.

Mas o próprio contexto bíblico mostra que as palavras de Jesus ao instituir a Comemoração de sua morte não foram as palavras de Lucas 22:28-32.

Teria sido mais um equívoco do redator meus irmãos? Qual a explicação para o redator do artigo mesclar duas passagens que tratam de pactos diferentes como se fossem o mesmo? A própria Organização já disse que o Novo pacto e o Pacto para um Reino (Veja logo abaixo) são dois pactos diferentes. O Pacto para um Reino não foi vinculado aos emblemas do pão e do vinho, como ocorre com o Novo Pacto.

*** w89 1/2 pp. 19-20 par. 19 Será você beneficiado pelos pactos de Deus? ***

19 No dia 14 de nisã de 33 EC, a noite em que Jesus instituiu a Refeição Noturna do Senhor e mencionou “o novo pacto em virtude do [seu] sangue”, ele falou de ainda outro pacto, o sétimo em consideração. Ele disse a seus apóstolos fiéis: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lucas 22:20, 28-30)

Verificando os relatos bíblicos, só Lucas fala do Pacto para um Reino. E ao fazê-lo não se faz nenhuma referência a tomarem do pão e do vinho como símbolos deste pacto. Muito pelo contrário, no v.29 Jesus menciona que Jeová já havia feito com ele, Jesus, esse Pacto. Note:

(Lucas 22:28-30) 28 “No entanto, vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; 29 e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, 30 a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino, e vos senteis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.

Portanto, não há mediador no pacto para um reino, uma vez que está condicionado à escolha unilateral de quem faz a promessa.

Evidentemente então, fazer parte do Novo Pacto não torna a pessoa automaticamente parte do Pacto para um Reino, visto que ainda dependeria de uma futura possível escolha. Jeová pode escolher dentre os que estão no Novo Pacto pessoas para governarem com seus filho. Mas não está dito nem implícito que todos os que estão no Novo Pacto são escolhidos para tal Governo celestial. O Novo Pacto tem outra função, conforme mostra a Bíblia. Notem as palavras de Jesus por ocasião da Refeição Noturna do Senhor, que nos mostram uma outra finalidade atribuída ao Novo Pacto, diferente do Pacto para um Reino:

  • (Mateus 26:27-29) . . . Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: “Bebei dele, todos vós; 28 pois isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados. 29 . . .

  • (Marcos 14:23-24) 23 E, tomando um copo, rendeu graças e o deu a eles, e todos beberam dele. 24 E disse-lhes: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos.

  • (Lucas 22:19-20) 19 Tomou também um pão, deu graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.” 20 Do mesmo modo também o copo, depois de terem [tomado] a refeição noturna, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.

Em nenhum momento se diz nos textos que a Refeição Noturna tem a ver com a escolha de pessoas para governarem com Cristo. Os textos chamam a atenção para o benefício de muitos,  o perdão de pecados.

Notei então alguns artigos sobre o assunto:

*** w90 15/1 p. 12 par. 10 Desvendado um segredo sagrado ***

...como mostra 1 Coríntios 15:45-47, Jesus tornou-se o segundo, ou “último”, Adão, uma alma humana perfeita que correspondia exatamente ao primeiro Adão. Com que finalidade? Primeira a Timóteo 2:5, 6 refere-se ao “último Adão” como “um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos”.

 

*** kj cap. 21 p. 361 par. 19 Vida em segurança sob o reinado do Messias ***

Ele é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29, 36) “Observamos a Jesus, feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem.” (Hebreus 2:9) “Ele é um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados, contudo, não apenas pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro.” (1 João 2:2) “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” — 1 Timóteo 2:5, 6.

Note, adicionalmente, estes textos sobre o assunto:

João 3:16

Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.

 

Efésios 1:7

Mediante ele temos o livramento por meio de resgate, por intermédio do sangue desse, sim, o perdão de [nossas] falhas, segundo as riquezas de sua benignidade imerecida.

Estes artigos e textos mostram pelo que se percebe claramente, o contexto do que ocorreu na Refeição Noturna do Senhor. Em nenhum momento se faz referência à participação nos emblemas como evidência de que a pessoa professa estar incluída entre os que hão de governar com Cristo nos céus, mas em todos os casos a aplicação é uma só: Que a morte de Cristo – referência específica da Refeição Noturna - tem a ver com se desfazer o dano causado por Adão. Ou seja, tanto o pecado herdado como o meio para se obter a redenção de tal pecado colocam toda a humanidade em primeiro plano, e não um pequeno grupo.

Neste caso, portanto, a razão de ser da Refeição Noturna é chamar a atenção para o sacrifício de resgate de Cristo, aspecto frisado pelo próprio Jesus, (“... persisti em fazer isso em memória de mim...”) ou em memória de sua morte para o perdão de pecados especificamente.

A fé no sacrifício de resgate não foi vinculada à formação do grupo que vai governar com Cristo. Nem Jesus falou isso por ocasião da Refeição Noturna, nem foi isso o que entenderam os escritores posteriores da Bíblia, inspirados por Jeová, pelo que se pode constatar facilmente nos textos acima.

Daí o porque Judas Iscariotes poderia muito bem participar dos emblemas sem que isso significasse Jesus Cristo ter feito algum pacto pessoal com ele. O apóstolo Paulo falou depois de cristãos que até embriagados participaram da Refeição Noturna. Tanto no caso desses como no de Judas Iscariotes, o máximo que fizeram foi trazer julgamento contra eles mesmos por participarem de modo indigno. (1 Coríntios 11:20-22; 27)

Confirmando esse aspecto encontrei outros artigos:

*** w74 15/12 p. 746 par. 8 ‘Não vivemos mais para nós mesmos’ ***

Muitos não querem agir em harmonia com o fato de que se pagou por eles um resgate ou preço de redenção. Não querem reconhecer que foram comprados e que Jeová Deus e Jesus Cristo são seus legítimos Donos ou Amos, merecendo plena obediência. Todos os que persistirem na desobediência ou que mais tarde renunciarem a Jeová Deus e Jesus Cristo como seus Donos perderão os benefícios da provisão do resgate.

 

*** bh cap. 5 pp. 50-51 par. 11 O resgate  a maior dádiva de Deus ***

11 Como poderia um único homem servir de resgate para muitos, na realidade, bilhões de seres humanos? Bem, como foi que os bilhões de seres humanos se tornaram pecadores? Lembre-se: por ter pecado, Adão perdeu a preciosa posse da vida humana perfeita. Assim, ele não podia transmiti-la a seus descendentes. A única coisa que podia transmitir era o pecado e a morte. Jesus, a quem a Bíblia chama de “último Adão”, tinha uma vida humana perfeita e jamais pecou. (1 Coríntios 15:45) Em certo sentido, Jesus ocupou o lugar de Adão com o fim de nos salvar. Por sacrificar sua vida perfeita, ou abrir mão dela, em obediência impecável a Deus, Jesus pagou o preço do pecado de Adão. Com isso, ele trouxe esperança para os descendentes de Adão. — Romanos 5:19; 1 Coríntios 15:21, 22.

Os artigos mostram que fomos todos comprados por Jeová e Jesus Cristo, que, portanto, são por direito nossos donos.

Se todos foram comprados, então o Novo Pacto pode ser estendido a todos, já que tal compra se fez mediante a morte de Cristo (Resgate) e a Refeição Noturna é uma clara alusão à essa morte.

Se o preço correspondente pelo pecado de Adão já foi pago, então todos os descendentes de Adão - bilhões de pessoas conforme o próprio artigo acima - já tem um novo pai, Jesus Cristo, reconhecendo-o como tal ao exercerem fé em seu sacrifício, a fim de poderem obter o perdão de pecados, com vista a ainda outros futuros benefícios. É essa a finalidade do Novo Pacto que podemos observar claramente nas palavras de Jesus por ocasião da Refeição Noturna. Assim sendo:

 

1

Como se explica dizer que Judas Iscariotes não estava presente durante a Refeição Noturna, quando o relato na Bíblia esclarece que ele estava presente?

2

Qual a base bíblica para que apenas os que professam ter esperança celestial participem dos emblemas? Que textos deixam isso claro? Como alguém pode comemorar um evento se lhe é vedada a participação no mesmo? O que Jesus disse que deveria ser feito em memória de seu sacrifício de Resgate como símbolo de fé nesse sacrifício pelo benefício do perdão de pecados?

 

 

 B) QUANTOS SÃO OS 144 MIL?

 

Essa pergunta me veio à mente ao ler Gálatas 4:27:

". . .Porque está escrito: “Regozija-te, ó mulher estéril, que não dás à luz; irrompe e grita alto, ó mulher que não tens dores de parto; pois os filhos da desolada são mais numerosos do que [os] daquela que tem marido.. . ."

O texto fala de duas mulheres. Segundo todas as publicações que pesquisei, além do próprio contexto do versículo, a conclusão é a mesma:

 

A mulher que tem marido ®

Representa a Jerusalém terrestre, e como capital representava a nação e era a simbólica mãe de filhos, isto é, de todos os membros da nação judaica ou israelita. - A Sentinela, 15/3/85 p.13 § 12.

A mulher estéril ou desolada ®

Representa a Jerusalém de cima, ou esposa de Jeová. Seu primeiro filho gerado pelo espírito foi Jesus em 29 EC, seguido dos demais ungidos à partir de 33 EC. - A Sentinela 15/9/83 p.23 §§ 8-10.

 

Ambas as revistas mencionam que deveras a Jerusalém de cima tornou-se mãe de muitos filhos. O livro Salvação do Homem diz:

*** sl cap. 6 p. 90 pars. 5-6 A promessa dum paraíso espiritual ***

5 “‘Grita de júbilo”‘, diz Isaías 54:1, “‘ó mulher estéril que não deste à luz! Fica animada com clamor jubilante e grita estridentemente, tu que não tiveste dores de parto, porque os filhos da desolada são mais numerosos do que os filhos da mulher que tem um dono marital’, disse Jeová”.

6 Este texto inspirado foi aplicado pelo apóstolo cristão Paulo, não à nação judaica, depois de seu exílio em Babilônia, mas à organização-esposa de Jeová, no céu. Segundo a profecia de Isaías, a organização celestial de Deus havia de ter mais filhos do que apenas o Messias Jesus, por quem esperara muito tempo, como se estivesse estéril. Portanto, devia tornar-se mãe espiritual de 144.000 companheiros do Messias Jesus.

 

*** w85 15/3 p. 13 par. 15 Colaboração com o organizador de todo o Universo ***

Mais tarde, naquele dia, mais cerca de 3.000 judeus foram batizados como discípulos de Jesus e foram ungidos com o espírito santo. (Atos 2:1-42) De modo que a “Jerusalém de cima”, naquele dia, tornou-se “mãe” de muitos filhos.

No entanto Gálatas 4:27 não está simplesmente dizendo mãe de muitos filhos, mas sim que “os filhos da desolada SÃO MAIS NUMEROSOS do que os daquela que tem marido.”

Em outras palavras Paulo está dizendo claramente que o número de cristãos gerados pelo espírito excederia o número de israelitas carnais. É simplesmente isso que o texto diz.

Uma conta muito modesta mostrará que em 1.500 anos, em que esteve em vigor o antigo pacto, o número de israelitas carnais ascendeu a milhões e milhões de pessoas.

E se pegássemos só os que voltaram do cativeiro em Babilônia em 537 AEC? O texto de Gálatas está falando do velho pacto que foi instituído em 1513 AEC. Mesmo assim, suponhamos 537 AEC. O Estudo Perspicaz, volume 1, na página 297, diz que foram libertados 42.360 homens, além de outros. Se pegarmos só metade desses homens como tendo idade para gerar filhos (20 mil) e imaginarmos que os filhos deles tiveram só um filho cada um ao atingirem 50 anos de idade e isso sucessivamente, teremos um acréscimo de 20 mil judeus a cada 50 anos. Ao longo de 500 anos até a vinda do messias esse número chegaria no mínimo a 200 mil. Isto se dá tomando-se só os que voltaram do cativeiro em Babilônia em 537 AEC.

Porém, a própria Associação disse em A Sentinela de 1985 15/3 p. 13 § 15:

A “Jerusalém de cima” ficará “desolada”, como que sem filhos, ...a partir de 1943 AEC, quando entrou em vigor a promessa feita a Abraão, até que Jesus foi batizado em 29 EC.”

Ao pesquisar sobre este assunto me deparei com Perguntas dos leitores de A Sentinela de 1º de Setembro de 2004 página 31. Entre outras coisas o artigo diz:

*** w04 1/9 p. 31 Perguntas dos Leitores ***

Esse número também deve ser tomado literalmente, conforme mostra uma consideração cuidadosa da Bíblia. (Revelação 20:3, 5-7) Portanto, se um número em Revelação deve ser tomado literalmente ou de forma simbólica depende do fundo histórico e do contexto.

A conclusão, de que o número 144.000 é literal e se refere a um número limitado de pessoas, um grupo relativamente pequeno em comparação com a “grande multidão”, harmoniza-se também com outros textos da Bíblia. Por exemplo, mais adiante na visão que o apóstolo João recebeu, os 144.000 são descritos como “comprados dentre a humanidade como primícias”. (Revelação 14:1, 4)

Portanto, o contexto de Revelação 7:4, bem como declarações relacionadas encontradas em outras partes da Bíblia, confirma que o número 144.000 deve ser tomado literalmente.

 

Também me chamaram a atenção o próprio livro Clímax de Revelação e uma A Sentinela de 1988 como segue:

*** re cap. 19 pp. 116-117 pars. 10-11 A selagem do Israel de Deus ***

11 Não pode isso referir-se ao Israel literal, carnal? Não, porque Revelação 7:4-8 diverge da costumeira listagem tribal. (Números 1:17, 47) É óbvio que a listagem aqui não se destina a identificar os judeus carnais pelas suas tribos, mas a mostrar a estrutura organizacional similar do Israel espiritual. Essa estrutura é harmoniosa. Haverá exatamente 144.000 membros desta nova nação — 12.000 de cada uma das 12 tribos. Nenhuma tribo neste Israel de Deus é exclusivamente régia ou sacerdotal. Todos os membros da nação governarão como reis, e todos servirão como sacerdotes. — Gálatas 6:16; Revelação 20:4, 6.

 

*** w88 15/9 pp. 6-7 Onde estão agora os nossos entes queridos falecidos? ***

Revelação, capítulo 7, informa-nos tanto a respeito do grupo celestial como do terrestre, anteriormente mencionados. Os versículos 4-8  mencionam os 144.000 “selados de toda tribo dos filhos de Israel”. Trata-se de mais um simbolismo, significando o Israel espiritual, ou, “o Israel de Deus”.

 

Analisando esses artigos notei dois aspectos:

1º – O entendimento de um texto se dá mediante a análise cuidadosa de todo o contexto bíblico. (w 04 1/9 p. 31) Obviamente. Qualquer pessoa que preze a palavra de Deus concordará com isso. Não se deve esperar menos de nós Testemunhas de Jeová.

2º – Ao mesmo tempo em que se diz que 144.000 é um número literal, também é dito que as partes que compõem esse número são simbólicas. (w88 15/9 pp. 6,7)

Portanto:

 

3

Já que o contexto bíblico de Revelação 7:4 envolve com toda a certeza Gálatas 4:27 – ambos os textos tocam num mesmo ponto -  por que Gálatas foi deixado de fora da consideração nos artigos mencionados acima? Não é uma análise cuidadosa do contexto bíblico, levando-se em conta declarações relacionadas em outras partes da Bíblia que deve determinar nossa compreensão?

4

Assim sendo, como 144.000 (Revelação 7:4) pode ser um número literal e ainda assim se ajustar ao texto de Gálatas 4:27 ("Mais numerosos")?

 

Ainda:

A soma das 12 tribos de 12.000 cada uma forma os 144 mil. A  Sentinela de 1988 diz que os 12.000 de cada tribo são simbólicos. (w88 15/9 pp. 6-7 “Trata-se de mais um simbolismo”) E o livro Clímax de Revelação (re cap. 19 pp. 16,17 §§ 10,11) diz que tal listagem...se destina...a mostrar a estrutura organizacional similar do Israel espiritual. Meus irmãos, um modelo estrutural não significa obrigatoriamente um modelo numérico.

 

5

Neste caso irmãos, como a soma de números simbólicos pode resultar num número literal? Como as partes que compõem o todo podem ser simbólicas e, ao mesmo tempo, o todo ser literal? Como podem ser MAIS NUMEROSOS, se ao ser tomado literalmente esse número não passa de uma parte muito pequena do Israel carnal?

 

Entendo serem questões bíblicas de relevante importância para todos nós servos de Jeová, uma vez que nos cabe no dia a dia defender o Nome de nosso Deus bem como sua Organização deixando que a Bíblia seja o guia maior. É isso o que dizemos às pessoas. Um comentário muito comum de pessoas que resolveram estudar conosco é que tudo lhes foi mostrado na Bíblia.

Desde já acredito poder receber respostas plausíveis e bíblicas sobre esses assuntos. Tenho certeza que os irmãos também estarão tão interessados quanto eu.

Confio que a humildade dos irmãos fará com que o foco da questão não seja a minha pessoa, mas sim os pontos levantados nesta carta. (Romanos 12:16; 2 Coríntios 1:24))

*** w03 15/7 p. 22 Raciocine de forma correta aja sabiamente ***

Um indício de que nos tornamos vítimas do auto-engano é se ficamos irados quando nossas crenças são questionadas. Em vez de ficarmos irados, é sábio manter a mente aberta e escutar com atenção o que outros dizem — mesmo quando temos certeza de que a nossa opinião está certa. — Provérbios 18:17.

Seguindo a orientação do apóstolo Paulo não fui além do que está escrito nas publicações e, principalmente, na Bíblia. (1 Cor. 4:6 ...”não vades além das coisas que estão escritas”...) Notadamente, Paulo, ao dizer tais palavras remete seus leitores às Escrituras Sagradas. (2 Tim.3:16,17) Portanto, quaisquer escritos além da Bíblia obviamente deverão estar em harmonia com este modelo de palavras salutares. (2 Tim.1:13)

 w07 15/4 pp. 14-15 Siga os passos de Paulo a Beréia

“Como aqueles judeus podiam reconhecer o tom da verdade nos ensinos de Paulo? Eles testavam o que ouviam usando como base o critério mais confiável que existe — as Escrituras, que pesquisavam com cuidado e diligência. O erudito bíblico Matthew Henry explica: “Visto que Paulo raciocinava à base das escrituras e citava o Velho Testamento como prova do que dizia, [os ouvintes] recorriam às suas Bíblias, procuravam as citações que Paulo fazia, liam o contexto e consideravam o alcance e o sentido delas. Comparavam tais citações com outros trechos das escrituras, verificavam se as conclusões de Paulo eram lógicas e verdadeiras e se os argumentos dele eram convincentes, tirando assim as suas conclusões.”

Não se tratava de uma única olhada casual. Os bereanos dedicavam-se a um estudo diligente e contínuo, tirando tempo para isso todos os dias, não apenas no sábado.”

 

*** w05 1/7 p. 5 “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual” ***

Se compararmos nossas crenças com a Palavra de Deus, estaremos imitando os habitantes da antiga Beréia, os quais se certificavam de que os ensinamentos de Paulo se harmonizavam com as Escrituras. Em vez de criticar os bereanos, Lucas elogiou-os por sua atitude, “pois recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim”. (Atos 17:11) Em vista dos muitos ensinamentos morais e religiosos contraditórios que existem hoje em dia, é importante imitar o exemplo dos bereanos, que tinham mentalidade nobre.

 

Acredito piamente que a VERDADE não teme, nem jamais temerá, ser escrutinada. E acredito que quando a verdade é confirmada, fica mais fortalecida, bem como a FÉ dos que a defendem, “pois não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente a favor da verdade.” (2 Cor.13:8)

Que Jeová continue a abençoar os esforços de todos nós em prol da Verdade.

Recebam meu amor cristão,

 

Lucas Cardoso Teixeira

 

 

 

 

CARTA 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CARTA 3

 

 

 

Lucas Cardoso Teixeira

Campo Grande, 26 de Agosto de 2009

 

AO CORPO DE ANCIÃOS DA

CONGREGAÇÃO NOVO HORIZONTE

 

 

Meus prezados e amados irmãos,

Recentemente enviei uma carta à Betel (30/6/09) tratando de questões relevantes em relação a ensinos difundidos a longo tempo pela organização, como podem constatar pela cópia anexa a esta carta.

A resposta que deram (9/7/09) foi uma amostra do despreparo de alguns irmãos em Betel em sequer fazer uma pesquisa honesta sobre os assuntos que levantei ou dar o encaminhamento a quem poderia fazê-lo. Segue anexa também uma cópia da resposta. Farei apenas alguns breves comentários sobre essa resposta, não sendo necessário mais que isso:

 

SEGUNDO PARÁGRAFO DA CARTA

No segundo parágrafo da carta tentaram dar a impressão de que me esqueci do uso comum da expressão refeição noturna em outros contextos ou como se estes outros contextos esclarecessem de alguma forma as perguntas que fiz, o que não ocorre. Minha carta em momento algum tratou desses contextos. Embora a páscoa não deixe de ser uma refeição noturna, quando essa expressão - "refeição noturna" - é usada por ocasião da morte de Cristo se refere sim à Refeição noturna do Senhor, (como em Lucas 22:20 e 1 Coríntios 11:26) não sendo um termo intercambiável com a páscoa. Aqui me faltaria espaço para mostrar todas as versões bíblicas nas quais não ocorre uma única vez a expressão refeição noturna ou ceia como termo referente à páscoa nos textos que abordei. Os senhores de Betel sabem disso, ou pelo menos teriam a obrigação de saber.

     A própria Tradução do Novo Mundo não faz esse uso intercambiável (páscoa/refeição noturna) nos relatos em que Jesus instituiu o novo pacto.

*** it-3 pp. 391-392 Refeição Noturna do Senhor ***

Refeição Noturna do Senhor

Refeição literal, que celebra a morte do Senhor Jesus Cristo; conseqüentemente, a comemoração da sua morte. Visto ser o único acontecimento que as Escrituras ordenam que seja comemorado pelos cristãos, é também corretamente chamado de Comemoração. Às vezes é chamado de “ceia do Senhor”. — 1Co 11:20, Al

 

TERCEIRO PARÁGRAFO DA CARTA

No terceiro parágrafo usaram de má fé ao montar um contexto diferente daquele que está em João capítulo 13. Notem que é a partir do versículo 31 de João capítulo 13 que se tem o contexto correto, mas os senhores de Betel enxertaram o contexto de Mateus capítulo 26 para poderem apoiar seus argumentos. Isto se chama desonestidade literária - mesclar dois contextos diferentes para formar aquele que parece apoiar seus argumentos. A Verdade não precisaria usar este artifício.

 

QUINTO PARÁGRAFO DA CARTA

O quinto parágrafo mostra a falta de pesquisa e de honestidade por parte desses senhores de Betel que se encarregaram de responder minha carta. Em síntese, disseram que seria um absurdo Jesus citar as palavras referentes ao novo pacto estando Judas Iscariotes presente. No entanto notem as palavras de Jesus por ocasião da páscoa em Lucas 22:15-18:

“[...] Desejei muito comer esta páscoa convosco antes de eu sofrer; pois, eu vos digo: Não a comerei de novo até que se cumpra no reino de Deus.” E, aceitando um copo, deus graças e disse: “Tomai isto e passai-o de um para outro entre vós; pois eu vos digo: Doravante não beberei mais do produto da videira até que chegue o reino de Deus.”

Judas Iscariotes estava presente na páscoa. Muito antes disso, porém, desde o princípio da ação traiçoeira de Judas Iscariotes, Jesus já sabia que seria ele o traidor. O fato de Jesus citar as palavras acima obviamente não significa que estivesse incluindo Judas, mesmo estando ele presente. (João 6:64; rs p.118 § 2) Conforme mencionado na carta enviada a Betel, houve até mesmo pessoas que participaram da Refeição Noturna do Senhor embriagadas. Isso de forma alguma abre precedente para os participantes, mas mostra que a presença indigna de Judas de forma alguma seria um problema para Jesus deixar de instituir a Comemoração de sua morte. (Na carta há mais detalhes, não quero estar me repetindo aqui.)

Ainda citaram Lucas 22:28-30 como se em minha carta eu tivesse dito que nesta ocasião Judas estava presente, quando na verdade não foi isso que eu disse sobre este texto, como os irmãos podem verificar na cópia anexa.

Aliás, os senhores de Betel enviaram aos irmãos uma cópia da carta que enviaram a mim. Por que não enviaram também uma cópia da carta que eu enviei a Betel? Com certeza não queriam que os irmãos vissem o que pesquisei, somente a resposta que me deram, podendo desta forma distorcer livremente o que eu disse, como podem agora verificar.

 

SEXTO PARÁGRAFO DA CARTA

O sexto parágrafo deixou claro que os senhores que me responderam não estão preocupados com a Verdade, mas sim em defender um dogma humano (Mateus 15:9). Fugiram totalmente da pesquisa que apresentei em minha carta e não responderam as questões que levantei, como podem facilmente constatar na cópia anexa.

O parágrafo menciona que a Jerusalém de cima se multiplicou. Todos nós sabemos que de acordo com o ensino da Organização esse número chegaria a 144.000 pessoas de modo literal. Disse que a Jerusalém terrestre foi lançada fora, não sendo filhos do grande Pai e Marido, Jeová. Porém, o texto de Gálatas 4:27 diz claramente que ‘os filhos da desolada são mais numerosos do que os daquela que tem marido.’ O texto não deixa dúvidas de que a mulher que ainda tinha marido seria ultrapassada em número de filhos pela mulher desolada.

Portando, a referência de Gálatas é ao Israel carnal ainda debaixo do pacto da Lei, pois com o fim do pacto da Lei nem Jeová era mais o Marido nem os israelitas carnais eram mais seus filhos. Não houve nenhuma suposta diminuição gradual do número daqueles que estavam no arranjo da lei semelhante a Agar em comparação com os que passassem a fazer parte do Novo Pacto à partir de 33 EC. A morte de Cristo validou o Novo Pacto e automaticamente, em 33 EC o arranjo foi mudado. O aumento do Israel espiritual se deu daí para frente em comparação com o Israel carnal até esta data (Hebreus 9:15-28). A morte sacrificial de Cristo marca a mudança, o fim de um pacto (que cumprira seu objetivo – Gálatas 3:24) e a introdução de um pacto melhor (Gálatas 3:25). É a isso que Paulo se refere em Gálatas 4:27.

Os senhores de Betel aplicaram o texto de Gálatas a um período que não se encaixa com as próprias palavras do texto. Chega a ser confusa a explicação estapafúrdia que deram.

O termo mais numerosos também não pode ser comparativo com o pequeno grupo de judeus naturais que exerceu fé em Cristo, uma vez que ao exercerem fé eles se tornaram parte dos que seriam mais numerosos. Nem pode ser aplicado aos judeus que não exerceram fé, uma vez que como povo continuaram a aumentar em número e existem até hoje aos milhões.

Se tomado de modo literal (144.000), a organização-mulher que corresponde a Sara nunca teve nem terá maior número de descendência do que o arranjo da lei semelhante a Agar, que produziu a nação de Israel com seus milhões de filhos. Mas é de modo literal que esta organização toma este número, apesar da falta de apoio bíblico.

Isto sim é recorrer a suposições totalmente desprovidas de solidez.

Isto sim é ficar muito equivocado em relação ao que realmente dizem as Escrituras.

Isto sim é ser subvertido na fé. (Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:5,6)

Não souberam nem o que dizer sobre o comentário que fiz sobre revelação capítulo 7 sobre a inconsistente soma de números simbólicos dar como resultado um número literal. Acredito que agora irão inventar alguma explicação para vocês.

 

 

CONCLUSÃO

Não pensem que é com alegria que escrevo esta carta. Muitas vezes desejei que fosse mentira o que descobri em minha pesquisa bíblica e nas publicações. O que me afligiu foi a resposta enganosa que me enviaram. Pesquisei o mais cuidadosamente possível para não deixar que nenhuma dúvida existisse. De fato, tudo agora está muito claro. Me pautei pelas palavras do apóstolo Paulo: “não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente a favor da verdade”. (2 Coríntios 13:8)

É inadmissível que uma organização que diz ser representante do Criador simplesmente feche os olhos para verdades tão óbvias encontradas na Bíblia em nome da tradição de seus ensinos. Ficou evidente que os ensinos da Torre de Vigia estão acima do que diz a Bíblia.

São capazes de dizer que aquilo que se lê claramente na Bíblia não é o que Jeová realmente queria dizer ou que Jeová, em outras palavras, espera que seus servos entendam sua Palavra de forma subliminar ou codificada. (Mateus 11:25)

Isto porque, se o Corpo Governante deixar que a Bíblia seja o único guia confiável mudaria toda a estrutura da organização em relação aos participantes na Refeição Noturna do Senhor e ao número dos 144 mil.

A Sentinela de 2009 15/2 p.27 § 12 diz que o “’escravo fiel e discreto não se adianta a Jeová, e não demora em agir quando a orientação de Deus sobre certo assunto é clara.’”

A orientação de Deus está na Bíblia, e é isso que se esperaria de uma organização que diz prezar a palavra de Deus. Qual o problema em se deixar que a Bíblia dê a palavra final? Como uma organização que afirma a todo momento seguir incondicionalmente a Bíblia é capaz de manipular argumentos a fim de manter sua posição de autoridade sobre seus membros?

Foram justamente atitudes assim que fizeram com que Jesus denunciasse os fariseus por sustentarem tradições que anulavam as Escrituras. (Mateus 15:3-9)

Imaginem se o próprio Jesus Cristo estivesse aqui na Terra anonimamente e ousasse dizer que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová está errado em várias de suas interpretações bíblicas. O que acham que fariam com ele? É óbvio que se ele mantivesse suas afirmações seria desassociado. A Torre de Vigia não pensaria duas vezes em chamar o próprio filho de Deus de apóstata, afinal o cabeça dessa Organização não é Jesus Cristo, mas sim seu corpo governante. (É o corpo que governa)

w03 1/1 p. 27 O que pode ajudar-nos a manejar a Palavra da verdade corretamente?

“Tirar palavras do contexto pode distorcer o sentido delas, assim como Satanás torceu o sentido das Escrituras quando tentou desencaminhar Jesus. (Mateus 4:1-11)

 

w82 1/8 p. 28 par. 6 A vereda dos justos realmente clareia mais e mais

“Por ter havido enganos devidos a imperfeição e fraqueza humanas, é verdade que esses cristãos (O Corpo Governante) tiveram de reavaliar ocasionalmente conceitos e ensinos. Mas, não resultou isso em refinamento, para o seu benefício?” (Negrito acrescentado)

Enganos? Reavaliar conceitos? Reavaliar ensinos? Ou seja, pessoas se dissociaram ou foram desassociadas por não aceitarem ensinos que posteriormente se mostraram realmente errados. (Ou falsos, se a Torre de Vigia estivesse falando dos erros de outras religiões) A Sociedade exige submissão absoluta de suas normas, mesmo admitindo algumas de suas falhas, quando admitem. Caso contrário, a pessoa será considerada um rebelde que caiu nas garras de Satanás. Mas a quem devemos lealdade absoluta, a humanos imperfeitos ou à infalível Palavra de Deus que não precisa ser reajustada de tempos em tempos? Jeová refina sua suposta organização através do erro? Que benefício essas pessoas tiveram ao serem tratadas como apóstatas apesar dos erros serem do Corpo Governante?

w85 15/7 p. 32 Perguntas dos Leitores

Tais pessoas que voluntariamente abandonam a congregação cristã tornam-se, desta forma, parte do ‘anticristo’. (1 João 2:18, 19)”

O Corpo Governante nunca pediu desculpas a tais pessoas, mesmo tendo seus erros de ensino causado inúmeros danos a esses e seus familiares. (Romanos 2:19-24; Mateus 5:23, 24)

Se tomarmos esse ponto de vista da Sociedade, então até Davi foi um apóstata. O líder da nação de Israel, ou organização visível de Jeová, era Saul. Mas esse homem de fato apostatou por deixar de lado a palavra de Deus, mas ainda assim continuou reinando por um bom tempo. A quem Davi devia lealdade? A esse rei apóstata ou a Jeová? Por conta de sua lealdade a Jeová, Davi abandonou a nação e foi morar com os filisteus pagãos. A quem Jeová estava aprovando? A resposta é evidente.

Isto significa que a posição de autoridade que alguém ou organização ocupa não significa nada para Jeová quando tal pessoa deixa de seguir sua palavra.

Significa também que a imponente estrutura de uma organização não representa nada para Jeová, conforme as palavras de Jesus sobre a nação judaica – reparem como a Sociedade gosta de se vangloriar de seus auges editoriais e suas construções materiais. (w09 15/2 p. 26 § 10; w09 1/5 pp. 22-25; Veja o que Jesus disse em Mateus 24:1, 2 e note o contraste com Mateus 18:20 e João 4:23, 24)

Que dizer então de uma organização que se autodenomina representante de Deus mas que manipula textos bíblicos com a finalidade de apoiar suas próprias doutrinas e dogmaticamente impõe isso a seus membros, expulsando qualquer um que ouse discordar dela? Como Jeová encara uma organização que demoniza a imagem de pessoas que tão somente estão sendo fiéis aos ensinos puros da Bíblia?

A própria Associação já admitiu que nossa lealdade a Jeová deve vir em primeiro lugar:

w74 15/7 p. 421 Pode-se ser fiel a Deus, todavia ocultar os fatos?

O QUE A FIDELIDADE EXIGE DE NÓS

Acredita que as mentiras não devem passar incontestadas? Então, que dizer das falsidades ditas a respeito de Deus, das deturpações de seus propósitos anunciados?... Fará a fidelidade a Deus com que fale a favor do que é direito?

Tamanha discrepância entre o que a Torre de vigia diz e o que a Bíblia realmente ensina a respeito de Judas Iscariotes e os 144.000 faz com que várias outras doutrinas pregadas pela Organização mereçam um exame mais profundo.

E visto que A Sentinela de 2009 15/2 faz uma aplicação de Revelação 14:4,5 aos “ungidos” das Testemunhas de Jeová e diz: “Não se ‘acha na sua boca’ nenhuma falsidade doutrinal...” (p.24 § 2) a própria organização se desqualifica em suas pretensões  -  ou presunção em dizer que o Deus Todo-Poderoso estaria apoiando suas especulações.

Na Despertai! 22/3/85, pp. 9 e 10, é dito que qualquer religião que ensine uma doutrina falsa deve, pelo processo de eliminação, ser considerada uma religião falsa. Ou seja, o próprio Corpo Governante mente, se desmente e se condena ao mesmo tempo.

Ainda outras publicações confirmam essa idéia:

g70 22/9 p. 27 É sua religião a certa?

“Está seguro de que sua religião verdadeiramente tem a aprovação de Deus? É possível assegurar-se disso. Sim, pode determinar com certeza se sua religião é a certa. Isto pode ser feito por examinar se os ensinos e as práticas dela estão de acordo com a Palavra de Deus, que Jesus afirmou ser a verdade. (João 17:17) É relativamente fácil fazer tal exame. E, se ao fazê-lo, descobrir que os ensinos e as práticas de sua religião não se harmonizam com a Bíblia, então não é a religião certa.

Está disposto a por a tal prova sua religião? Não há nada a temer, porque, se tiver a religião certa, pode apenas ficar mais seguro com tal exame. E, se aquilo em que crê não se harmonizar com a Bíblia, então deve acolher bem a verdade, porque leva à vida eterna. — João 17:3.”

Uma testemunha de Jeová incentivaria um católico a fazer tal exame usando os livros da própria Igreja Católica? Ou diria para um evangélico examinar se sua religião é certa lendo só os livros escritos pelo pastor da Igreja? Certamente que não.

Mas, então, por que uma testemunha de Jeová não pode pesquisar além das publicações de sua própria religião? Por que critérios tão diferentes?

Mesmo assim ative minha pesquisa dentro da própria Bíblia.

w81 15/5 p. 4 Deve acreditar na Bíblia?

A BÍBLIA BASE DA

A base universalmente reconhecida para se examinar a religião cristã é a Bíblia Sagrada. O interessante é que a própria Bíblia não exige fé cega dos seus leitores. Advertindo contra a credulidade, ela diz: “Qualquer inexperiente põe fé em cada palavra, mas o argucioso considera os seus passos.” (Pro. 14:15) E novamente: “Certificai-vos de todas as coisas; apegai-vos ao que é excelente.” (1 Tes. 5:21) Isto subentende um exame cuidadoso, fazer distinção e usar a “faculdade de raciocínio”, apegando-se então ao que é achado verdadeiro. — Rom. 12:1, 2 .

 

De fato não é preciso ir além da Bíblia para saber a verdade. Mas parece que nem isso é permitido para uma testemunha de Jeová.:

*** km 9/02 p. 8 par. 5 Evite a busca de “coisas sem valor” ***

... “o escravo fiel e discreto” ... tem a responsabilidade de determinar que informação deve ser divulgada à família da fé, bem como o “tempo apropriado” para se fazer isso. Esse alimento espiritual está disponível apenas por meio da organização teocrática.

 

*** w82 1/8 p. 27 par. 4 A vereda dos justos realmente clareia mais e mais ***

A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.

 

w85 1/6 p. 20 par. 17 Ande com confiança na liderança de Jeová

“Desviar-se alguém de Jeová e de sua organização, desprezar a orientação do “escravo fiel e discreto” e estribar-se simplesmente na leitura e interpretação pessoais da Bíblia é como tornar-se uma árvore solitária numa terra árida.”

 

Como fica 2 Timóteo 3:16,17 que diz que  “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra”?

Em que parte este texto dá a entender que alguém se tornará uma árvore solitária numa terra árida sem a orientação de um autodenominado escravo fiel e discreto?

Em que parte este texto dá a entender que a Bíblia, um livro inspirado por Deus, não pode ser entendida por pessoas comuns? (Mat. 11:25)

E como alguém que se estriba na Bíblia poderia estar se desviando de Jeová, como quer fazer parecer o artigo acima, se este é o único livro que de fato pode nos aproximar de Deus?

 

*** g90 8/10 p. 5 Perguntas que requerem resposta ***

Temos a obrigação moral de deixar que a Bíblia, o canal de comunicação de Deus para a família humana, fale por si mesma.

A Igreja Católica alega também ser o único canal de comunicação de Deus, sem o qual não se pode entender a Bíblia. E no passado, para manter o povo em ignorância mantinha a Bíblia só em latim. Note este comentário da própria Torre de Vigia:

w09 1/6 p. 9 § 4  Eles Amavam a Palavra de Deus

Certa vez,...William Tyndale, ouviu um homem instruído dizer que seria melhor viver sem a lei de Deus do que sem a lei do papa. Tyndale respondeu que, se Deus permitisse, em pouco tempo ele faria com que até mesmo o rapaz que manejava o arado tivesse mais conhecimento da Bíblia do que aquele homem instruído.”

A atitude da Torre de Vigia se parece mais com a de William Tyndale ou com a desse homem instruído? No entanto, o artigo acima coloca William Tyndale como um dos homens que AMAVAM A PALAVRA DE DEUS. Se Tyndale fosse hoje uma Testemunha de Jeová e fizesse esse comentário sobre o Corpo Governante o que acham que fariam com ele?

Mesmo assim, não responderam minhas questões levantadas com base na própria Bíblia, que não deixam nenhuma dúvida sobre Judas Iscariotes estar presente na Refeição Noturna do Senhor, bem como a insustentável explicação de 144.000 ser um número literal, bastando para isso consultar o contexto bíblico. Em vez disso resolveram desqualificar a minha pessoa, como podem notar no sétimo parágrafo da “resposta” que me deram. (Uma atitude um tanto semelhante à da Igreja Católica em relação aos que discordavam dela no passado)

*** g90 22/5 p. 12 Cinco falácias comuns não se deixe enganar por elas! ***

FALÁCIA NÚMERO 1

Atacar a Pessoa. Este tipo de falácia tenta refutar ou desacreditar um argumento, ou uma declaração, perfeitamente válido, por meio dum ataque irrelevante contra a pessoa que o apresenta.

Quão fácil é rotular alguém de “burro”, de “louco”, ou de “desinformado”, (ou fraco na fé..) quando ele ou ela diz algo que não desejamos ouvir.

FALÁCIA NÚMERO 2

Recurso à Autoridade.

[...] um recurso intimidador à autoridade é descrito em João 7:32-49.

Note que não se fez nenhuma tentativa de refutar o ensino de Jesus. Antes, os líderes judaicos apelaram para sua própria autoridade como “peritos” na Lei de Moisés, como motivo para desconsiderar aquilo que Jesus dissera.

É interessante que se sabe que os clérigos, hoje em dia, recorrem a táticas similares quando não conseguem provar na Bíblia ensinos [...] antibíblicos.

FALÁCIA NÚMERO 4

O Raciocínio do Ou Isto/ Ou Aquilo. Esta falácia reduz o que pode ser uma ampla gama de opções a apenas duas.

Ou seja, discordar do corpo governante já o torna errado, não há outra opção.

Continuando:

Assim, quando lhe propuserem tal raciocínio de ou isto ou aquilo, pergunte a si mesmo: ‘Existem realmente apenas duas possíveis opções? Não poderia haver outras?’

FALÁCIA NÚMERO 5

Excessiva Simplificação. Nesse caso, uma declaração ou argumento ignora aspectos relevantes, simplificando demais o que talvez seja uma questão complexa.

Reconhece-se que não há nada de errado em simplificar um assunto complicado — bons instrutores fazem isso sempre. Mas, às vezes, um assunto é simplificado ao ponto de distorcer a verdade.

No entanto, não senti esse ataque em base pessoal. Visto que tudo o que eu disse está claramente registrado na Bíblia para quem quiser ver, encarei, de forma lamentável, como sendo um ataque à própria Bíblia.

Os senhores em “Betel” simplesmente fecharam os olhos para o que diz a Bíblia, preferindo sustentar doutrinas que não tem base bíblica. Em honra a Jeová?  Não, em honra à Organização.

Para os irmãos que estão lendo esta carta, espero sinceramente que tenham suficiente amor a Jeová e à sua Palavra para considerar os fatos apresentados na carta que enviei à Associação. Espero que não tenham medo de ler os artigos que o próprio Corpo Governante já escreveu e que uma vez colocados de forma organizada evidenciam um lado bastante sombrio da Organização.

Será que uma testemunha de Jeová tem coragem de seguir o que dizem os artigos abaixo?

w70 15/9 p. 552 Onde está a verdade?

Quando se sabe qual é a verdade, não se deve ter medo de falar dela aos outros, mesmo que seja diferente.

 

g85 22/3 pp. 3-4 Mente aberta ou fechada — qual delas possui?

Que Significa Ter Mente Aberta?

“A pessoa de mente aberta está isenta dos laços do preconceito, que certo dicionário define como: “Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida . . . julgamento ou opinião formada sem levar em conta o fato que os conteste; prejuízo.”

Faz parte necessariamente da vida fazer decisões e formular juízos. Mas as decisões feitas “sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos” e juízos formulados de forma “preconcebida . . . sem levar em conta o fato que os conteste” são evidências duma mente fechada.”

Meus irmãos, vocês doravante terão também que tomar decisões, para si mesmos, para suas famílias e para o bem de suas consciências. Ou podem também ficar na mesma posição em que estão, o que não deixa de ser uma decisão, que por fim trará suas conseqüências.

Porém não cabe a mim entrar aqui em mais detalhes sobre isso, afinal é perante Jeová que finalmente ficaremos postados. (Romanos 14:12)

Mais uma vez digo que fico triste por tantas pessoas queridas que vou deixar para trás, ao mesmo tempo em que me alegro por entender melhor as palavras de Jesus em João 8:32.

Tal liberdade implica em saber que posso ter uma relação achegada com Jeová mediante unicamente seu filho amado Jesus Cristo, não mediante um grupo de homens despóticos, que parecem mais obcecados em impor seus mandos e desmandos do que conduzir as pessoas ao verdadeiro líder. (Mateus 23:10; João 14:6; 1 Timóteo 2:5)

Estou ciente do tratamento que será dispensado a mim daqui por diante. Mas deixo registrado que tal tratamento é unilateral, partindo tão somente dos membros das Testemunhas de Jeová. Meu afeto e amizade continuarão os mesmos para com todos os irmãos e irmãs que merecem meu respeito e admiração – É o amor que identifica um cristão verdadeiro, não um rótulo religioso.

Porém sei que doravante serei tratado como inimigo, embora obviamente isso não condiga com Mateus 5:43-48 de se amar até mesmo os inimigos. (O pior é que a religião é que me coloca como tal, não a Bíblia) E em função de interpretações errôneas e tendenciosas de outros textos bíblicos farão com que os irmãos me considerem como um morto, impedindo assim que saibam a verdade dos fatos. Notem abaixo:

(1 Coríntios 5:9-13) Não estou saindo da Organização por ser fornicador, ganancioso, idólatra, injuriador, beberrão ou extorsor. Os que me conhecem até então podem confirmar isso. Muito menos me enquadro em 2 João 9-11, visto que minha saída se deve justamente por PERMANCER NO ENSINO DE CRISTO, por acreditar que a Bíblia esteja acima das opiniões incoerentes do Corpo Governante. Tudo o que está gerando minha saída se deve unicamente ao meu apego à Palavra de Deus.

A Verdade Bíblica independe de quem diga estar unicamente autorizado a entendê-la. Não importa se uma pessoa ou grupo se autodenomine Corpo Governante, Escravo Fiel e Discreto, único canal de comunicação de Deus.

Nada disso tem valor diante das palavras do apóstolo Paulo em Gálatas 1:8 que diz que ‘mesmo que um anjo do céu dissesse algo ALÉM DAQUILO QUE ESTÁ NAS ESCRITURAS, deve ser amaldiçoado’ e 1 Coríntios 4:6 de ‘NÃO IR ALÉM DAS COISAS QUE ESTÃO ESCRITAS’. Isto se aplica a todos. (Acreditam que também se aplica ao Corpo Governante das Testemunhas de Jeová?) Lembrem-se:

Tremer diante de HOMENS é o que arma um laço, mas quem confia em JEOVÁ será protegido – Prov. 29:25 e:

Temos que OBEDECER A DEUS COMO GOVERNANTE antes que aos homens. - Atos 5:29

Um detalhe sobre esse último texto é que Pedro falou isso a respeito especificamente de autoridades religiosas.

Meus irmãos, vocês podem até pensar como posso deixar para trás uma organização na qual aprendi algumas verdades bíblicas fundamentais. Analisem então esses dois pontos:

1 - Nenhuma verdade bíblica é propriedade de qualquer religião. As verdades estão contidas na Bíblia, a Palavra de Deus, e foi lá que as aprendi. Ninguém tem o direito de pegar para si tal mérito e exigir depois que aceitem também suas interpretações peculiares.

2 - Diferente do que alega a Torre de Vigia de ser o único canal autorizado a entender a Bíblia na pessoa do coletivo “escravo fiel e discreto” “representado” na figura do “corpo governante” notem abaixo:

w00 15/12 p. 30 Lembra-se?

• Quem foram Henry Grew e George Storrs?

Foram estudantes dedicados da Bíblia que viveram nos anos 1800. Grew aprendeu que a Trindade é antibíblica, assim como as doutrinas da imortalidade da alma e do inferno de fogo. Storrs entendeu que algumas pessoas viverão eternamente na Terra. Ambos precederam Charles Taze Russell.

Quem eram esses homens?

w00 15/10 p. 26 Cultivaram o “campo” antes da colheita

Em 1807, aos 25 anos de idade, Grew foi convidado a servir como pastor da igreja batista em Hartford, Connecticut.

 

w00 15/10 p. 27 Cultivaram o “campo” antes da colheita

George Storrs era um ministro muito respeitado da Igreja Metodista Episcopal.

Foi à Igreja Batista e à Igreja Metodista Episcopal que Jeová revelou tais verdades fundamentais? Se assim for, então por que Russell não se tornou membro de uma dessas denominações e permaneceu leal a uma delas? Foi Jeová quem revelou tais verdades ou foi o fato de estarem claras na Bíblia para todo aquele que deixa que a Bíblia fale por si mesma? Será que Jeová aprova uma religião que junto com verdades bíblicas também ensine dogmas antibíblicos? - Marcos 7:7 8

Em última análise, portanto, nossa lealdade sempre deverá ser a Jeová e à sua Palavra inspirada.

Reitero que, daqui pra frente, serei tratado como um inimigo, um pária, não por ser isto uma norma bíblica, mas pelo fato dos irmãos estarem seguindo normas da Organização, mesmo que seus corações lá no fundo não entendam ou não concordem com isso. No entanto a maioria nem saberá o motivo de minha saída, dando margem a todo tipo de tagarelice e até calúnia. Rapidamente os anciãos se encarregarão de dizer simplesmente que apostatei. Para uma Testemunha de Jeová isso já será o bastante para me odiar e me encarar como alguém que passou para o lado dos demônios, um monstro. Forte isso, não? Experimentem então provar com a Bíblia que tudo o que eu disse anteriormente está errado. (João 16:2)

Uma vez que ninguém mostrou na Bíblia que o que eu disse está errado, então reparem bem de que lado VOCÊS ESTÃO. Mas não os odeio por isso, nem os considero endemoninhados. Vocês são vítimas. (2 Coríntios 4:4; Efésios 4:14)

É bom realmente reiterar que esse ódio não virá de minha parte, pois sei que os verdadeiros responsáveis por tal modo de pensar não vem dos irmãos em geral e sim da liderança da Organização, que ao longo das décadas vem fazendo suas vítimas.

Sendo assim,

  • CONTINUO DEDICADO A JEOVÁ DEUS, AMANDO-O DE TODO O CORAÇÃO, ALMA, MENTE E FORÇA, MAS MINHA DEDICAÇÃO NÃO MAIS SE ESTENDE À RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ POR SER ELA COMPROVADAMENTE FALSA.

  • UM DOS MOTIVOS BÁSICOS DA EXISTÊNCIA DESTA RELIGIÃO É A PROIBIÇÃO POR PARTE DE SUA LIDERANÇA DE QUE OS MEMBROS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ FAÇAM QUALQUER PESQUISA SEM A RESTRITA SUPERVISÃO DA ORGANIZAÇÃO. ISTO OBVIAMENTE IMPEDE QUE SEUS MEMBROS TENHAM ACESSO A FATOS QUE MOSTRAM SUAS FALSAS DOUTRINAS, FATOS ESSES EM PARTE JÁ CITADOS POR MIM.

  • PEÇO QUE MEU NOME SEJA RETIRADO DE TODOS OS REGISTROS DESTA RELIGIÃO, QUE MINHA AFILIAÇÃO SEJA CANCELADA PARA TODO E QUALQUER EFEITO.

  • DORAVANTE, DE MINHA PRÓPRIA INICIATIVA, POR MOTIVO DE CONSCIÊNCIA E LEALDADE AO CRIADOR JEOVÁ, NÃO ME CONSIDERO MAIS MEMBRO DA RELIGIÃO “TESTEMUNHAS DE JEOVÁ”.

Amo a todos vocês que ficam, mas sinto muito por vocês, que, por falta de real conhecimento, abrem mão de suas consciências e não assumem suas próprias cargas de responsabilidade diante de Jeová, deixando que outros decidam por vocês assuntos de vida ou morte. (Rom. 12:1,2) A maioria dos irmãos nem tem consciência disso. Sei disso pois cerca de 40 anos da minha vida foram dentro desta Organização.

Como sugestão de um amigo, digo a vocês o seguinte: Procurem seguir de perto o conselho do apóstolo João. (1 João 4:1)  Isto não é duvidar, mas sim exercer o direito reconhecido por Deus de ter certeza. (Êxodo 4:1-5; Juízes 6:36-40; Atos 17:11)

Ao passo que muitos de vocês estarão me dizendo adeus, digo simplesmente que sabem onde me encontrar.

g99 22/2 p. 4 Você fala sobre religião?

A religião verdadeira ilumina a mente e o coração das pessoas, unindo-as. Assim, para quem sinceramente busca a verdade, uma conversa digna sobre religião pode ser muito proveitosa...

(Observação: O que é que ilumina a mente e o coração? “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra E luz para a minha senda” (Salmo 119:105)

 

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Lucas Cardoso Teixeira

 

 

 

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